Fisiolice - Consultório de Fisioterapia

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Usar o notebook por mais de quatro horas por dia traz riscos de dores e lesões - Fique atento


Um estudo publicado em fevereiro na revista "Ergonomics" por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

"O ideal seria usar es
se tipo de computador só para emergências e viagens", diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.

A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados _por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

"Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo", diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

"Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável", diz Casarotto.

Por Julliane Silveira
Fonte: Folha.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando se preocupar com a sua memória?



A idade traz experiência mas também leva consigo algumas características da juventude. A partir dos 20 e poucos anos, a facilidade de memorização de informações novas, de visualização espacial e a rapidez de raciocínio decaem, as respostas ficam cada vez mais lentas e, segundo o neurocientista brasileiro Iván Izquierdo, a partir dos 40 anos começa a decair também a persistência da memória -ou seja, a capacidade de lembrar daqui a dois dias do nome do filme que você assistiu hoje na televisão.
A única capacidade que parece declinar constantemente a partir da idade adulta, no entanto, é a rapidez de resposta.
Memória, raciocínio e visualização espacial declinam depois da adolescência, mas lá pelos 35 anos estacionam e ali permanecem até pelo menos os 60 anos.
O mais importante, contudo, é que ficar cada vez mais lento dos 20 e poucos até os 60 anos não significa ficar lento demais para funcionar; da mesma forma, já não ter a memória tão boa quanto ela foi no passado é muito diferente de não ter memória nenhuma.
Além do mais, tudo o que diz respeito à habilidade de lidar com informações adquiridas, inclusive expressando-as em palavras, melhora com a idade.
A “experiência”, eufemismo comum (e correto!) para o envelhecimento, tem vantagens.
A redução da capacidade de memorização e o aumento do esquecimento podem ser, portanto, considerados normais.
Mas até que ponto? Quando chega a hora de se preocupar com o declínio da memória?
Uma boa regra geral é: quando ele passa a perturbar a sua vida. Não lembrar o nome do filme de dois dias atrás é inócuo; esquecer sistematicamente compromissos, o número do seu telefone ou o seu endereço não é. Perdas súbitas de memória também valem uma visita ao neurologista.
Passar os dias achando que sua memória está desaparecendo também conta como “perturbar sua vida”, e vale a ida ao neurologista para tirar a dúvida -porque a própria preocupação com a memória pode perturbá-la: hoje se sabe que o estresse crônico é um grande inimigo do cérebro e da capacidade de memorização. Além do mais, várias vezes o “problema de memória” é, na verdade, falta de atenção…
Soa ruim saber que sua memória não será a mesma por muito tempo? Veja por outro lado: quem sabe que começa a envelhecer cerebralmente tão logo sai da adolescência pode começar imediatamente a se cuidar. Nada de esperar pela terceira idade para começar a fazer exercícios físicos e aprender coisas novas. A saúde da sua memória começa já!
O que afeta a memória
DEPRESSÃO
Além de o estado de apatia levar a um pior desempenho nas tarefas cognitivas, as alterações na atenção causadas pelo quadro depressivo fazem com que a pessoa não memorize bem informações recentes. As alterações nos neurotransmissores associadas à depressão teoricamente também podem interferir nos processos de memorização
ESTRESSE
Quando o estresse emocional se prolonga por muito tempo, causa o bloqueio da produção de novos neurônios e facilita a degeneração dos existentes, afetando a memória. Já o estresse transitório tem repercussão limitada, mas reduz a capacidade de concentração nas tarefas que estão sendo realizadas. Ele também provoca a liberação de maiores quantidades de cortisol, que afeta áreas do hipocampo associadas à memória secundária
MEDICAMENTOS
Alguns medicamentos, como os ansiolíticos, interferem na memória. Se as dificuldades relacionadas a essa capacidade forem muito marcantes, o médico deve ser consultado e o remédio, substituído. Medicamentos que causam uma diminuição temporária de atenção (por exemplo, anti-histamínicos) podem dificultar a memorização, mas o efeito é passageiro
SONO
Os estímulos recebidos pelo cérebro ao longo do dia se fixam durante o sono, que forma novas associações de neurônios. Dormir menos do que o necessário ou ter pequenos despertares prejudica a memorização. Distúrbios do sono também levam a deficits de atenção nos períodos de vigília; sem atenção,novas informações não são absorvidas
DIETA
O cozimento de carnes leva à formação de aminas heterocíclicas, as quais criam ligações irreversíveis com o DNA. O resultado é a degeneração acelerada das células nervosas, que se manifesta mais em idades mais avançadas, devido aos efeitos cumulativos. Quanto mais alta a temperatura do fogo, maior o efeito deletério, por isso grelhados e frituras não devem ser consumidos com frequência
O que ajuda a memória
MEMORIZAÇÃO
É possível treinar a memória para melhorar o desempenho. Os exercícios vão desde criar associações para se lembrar de uma informação (por exemplo, ligar uma imagem ao nome de alguém) até ler um livro sublinhando as informações mais importantes e revisá-las mentalmente horas depois
MANTER-SE ATIVO
O trabalho intelectual estimula a produção de novos neurônios. No entanto, a repetição diária de cálculos complexos não é tão efetiva. É preciso que a pessoa sustente um aprendizado ou a aquisição de novas habilidades (tal como o estudo de uma nova língua), ou o envolvimento com atividades criativas
EXERCÍCIO FÍSICO
A atividade física contribui para o bom funcionamento do sistema circulatório, favorecendo o fluxo de sangue e a oxigenação do cérebro. Estudos apontam que o exercício também promove novas associações neuronais, ajudando na preservação das funções cognitivas. Indiretamente, é benéfico por ajudar a controlar doenças (como as cardiovasculares) que são fatores de risco para distúrbios neurocerebrais
SAÚDE VASCULAR
Já foi dito que o que faz bem ao coração beneficia também a mente. É verdade. Estudos recentes mostram que o colesterol elevado na meia-idade aumenta o risco de Alzheimer na velhice. O desempenho das funções cerebrais está diretamente associado ao fluxo sanguíneo nessa região. Controlar o colesterol, que “entope” os vasos com gordura, e a pressão arterial ajuda a preservar as funções da memória e as cognitivas em geral
DIETA
A dieta rica em ômega-3, encontrado principalmente em peixes de águas geladas, fornece matéria-prima para a produção de novos neurônios. Além disso, o cozimento do pescado forma quantidades muito mais baixas de aminas heterocíclicas (substâncias que degeneram as células nervosas) do que o de outras carnes
SAÚDE VASCULAR
Já foi dito que o que faz bem ao coração beneficia também a mente. É verdade. Estudos recentes mostram que o colesterol elevado na meia-idade aumenta o risco de Alzheimer na velhice. O desempenho das funções cerebrais está diretamente associado ao fluxo sanguíneo nessa região. Controlar o colesterol, que “entope” os vasos com gordura, e a pressão arterial ajuda a preservar as funções da memória e as cognitivas em geral
LAZER CRIATIVO
Atividades de lazer que envolvem habilidades motoras (como artesanato) ou aspectos intelectuais (como ler livros ou ir ao cinema) levam à criação de novas ligações entre os neurônios. Isso cria novos “atalhos” no cérebro para as informações serem armazenadas e lembradas posteriormente. A aquisição de novos conhecimentos e habilidades aumenta a reserva cognitiva do cérebro.



Fonte: Fisioterapia Atual

Acupuntura pode melhorar a enxaqueca em 94% dos casos



Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, cerca de 15% da população brasileira sofre de enxaqueca. A acupuntura é um tratamento que pode ajudar a melhorar a doença. De acordo com um estudo publicado pelo Lia Oning Journal of Traditional Chinese Medicine, 94% das pessoas que sofriam de enxaqueca tiveram melhora com o tratamento de acupuntura. “A técnica eleva a serotonina e libera endorfinas, provocando uma sensação de bem estar e relaxamento e aliviando a dor”, explica a Dra. Alessandra Bannwart, fisioterapeuta da Clínica Contato.
A duração da dor provocada pela enxaqueca pode variar de horas a dias, e ser sentida em diferentes locais da cabeça, como face, nuca e dentes. Essas dores podem ser acompanhadas de enjôos, vômitos, azia, falta de apetite, olhos vermelhos, lacrimejamento, alergias respiratórias, humor alterado, disfunção intestinal, tonturas, formigamentos, sudorese excessiva e dores no peito que se confundem com a síndrome do pânico. “Algumas pessoas possuem uma dor tão intensa que precisam ficar isoladas no escuro e no silêncio”, diz a fisioterapeuta.
A doença pode ser causada por alterações na coluna cervical como má postura, artrose e outras que comprimem os nervos presentes na coluna e são irradiadas para a cabeça. “Más formações congênitas também podem afetar o cérebro e a hemodinâmica cerebral, diminuindo o suprimento sanguíneo para o cérebro, causando dores de cabeça ou enxaqueca”, esclarece a Dra. Alessandra Banwart. Alguns alimentos como queijos, frutas cítricas, banana, carne seca, feijão, pizza, chá, cafeína, chocolate, vinho tinto e cerveja também podem ajudar a desencadear a enxaqueca.
Para iniciar o tratamento com acupuntura é feita uma avaliação do paciente. “O tratamento é individual e depende de cada diagnóstico. São investigados aspectos relativos a alimentação, urina, sede, intestinos, estômago, fatores emocionais, entre outros”, afirma a especialista. As sessões de acupuntura são realizadas uma vez por semana. Porém, essa freqüência, assim como a duração do tratamento, dependem de cada paciente. “Em alguns casos, o tratamento é associado com profissionais de outras áreas da saúde. Quando a pessoa possui alterações de coluna, por exemplo, é orientada uma consulta com ortopedista para exames complementares. E, se necessário, em seguida é encaminhada a um trabalho de reabilitação ortopédica”, diz a Dra. Alessandra Bannwart.
                                           

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, cerca de 15% da população brasileira sofre de enxaqueca. A acupuntura é um tratamento que pode ajudar a melhorar a doença. De acordo com um estudo publicado pelo Lia Oning Journal of Traditional Chinese Medicine, 94% das pessoas que sofriam de enxaqueca tiveram melhora com o tratamento de acupuntura. “A técnica eleva a serotonina e libera endorfinas, provocando uma sensação de bem estar e relaxamento e aliviando a dor”, explica a Dra. Alessandra Bannwart, fisioterapeuta da Clínica Contato.
A duração da dor provocada pela enxaqueca pode variar de horas a dias, e ser sentida em diferentes locais da cabeça, como face, nuca e dentes. Essas dores podem ser acompanhadas de enjôos, vômitos, azia, falta de apetite, olhos vermelhos, lacrimejamento, alergias respiratórias, humor alterado, disfunção intestinal, tonturas, formigamentos, sudorese excessiva e dores no peito que se confundem com a síndrome do pânico. “Algumas pessoas possuem uma dor tão intensa que precisam ficar isoladas no escuro e no silêncio”, diz a fisioterapeuta.
A doença pode ser causada por alterações na coluna cervical como má postura, artrose e outras que comprimem os nervos presentes na coluna e são irradiadas para a cabeça. “Más formações congênitas também podem afetar o cérebro e a hemodinâmica cerebral, diminuindo o suprimento sanguíneo para o cérebro, causando dores de cabeça ou enxaqueca”, esclarece a Dra. Alessandra Banwart. Alguns alimentos como queijos, frutas cítricas, banana, carne seca, feijão, pizza, chá, cafeína, chocolate, vinho tinto e cerveja também podem ajudar a desencadear a enxaqueca.
Para iniciar o tratamento com acupuntura é feita uma avaliação do paciente. “O tratamento é individual e depende de cada diagnóstico. São investigados aspectos relativos a alimentação, urina, sede, intestinos, estômago, fatores emocionais, entre outros”, afirma a especialista. As sessões de acupuntura são realizadas uma vez por semana. Porém, essa freqüência, assim como a duração do tratamento, dependem de cada paciente. “Em alguns casos, o tratamento é associado com profissionais de outras áreas da saúde. Quando a pessoa possui alterações de coluna, por exemplo, é orientada uma consulta com ortopedista para exames complementares. E, se necessário, em seguida é encaminhada a um trabalho de reabilitação ortopédica”, diz a Dra. Alessandra Bannwart.
Fonte: Portal da Fisioterapia

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Descubra 9 maneiras para se sentir menos estressado


Afastar o stress é essencial para que você consiga viver melhor Foto: Getty Images
Afastar o stress é essencial para que você consiga viver melhor

Não importa o quão incrível seja sua vida. Sempre há alguma coisa capaz de te deixar enfurecido. A Cosmopolitan selecionou nove maneiras de mandar pra longe o estresse e manter-se totalmente zen.  
Não mande mensagem, ligue
Um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison descobriu que o fato de ouvir a voz de alguém ao telefone pode reduzir os níveis de estresse e estimular a produção de hormônios oxitocina. Escrever uma mensagem certamente não tem o mesmo efeito.
Coma coisas cítricas
O psicólogo Dale Atkins, autor do livro Sanity Savers, recomenda adicionar um pouco de limão ou laranja em seu chá gelado.
Sorria (sério)
Um estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, diz que ao sorrir as pessoas estressadas tendem a relaxar seus músculos. Na pesquisa, as pessoas eram submetidas a tarefas que as deixavam irritadas. Então, os pesquisadores descobriram que os mais sorridentes tiveram menos problemas de coração e se sentiram menos exaustos diante da situação.
Tenha uma experiência incrível
Uma série de estudos da Universidade de Standford descobriu que passar por um momento ótimo, mesmo que rápido e simples como assistir ao pôr-do-sol, ajuda a pessoa a se sentir relaxada e feliz.
Não reclame
Se você está querendo desabafar sobre algo, escreva em seu diário. Especialistas consultados pela Cosmopolitan disseram que ser negativo é contagioso e isso pode mandar seu nível de estress lá pra cima.
Acenda o abajour
Uma pesquisa americana diz que luzes fortes podem causar estress, enquanto uma iluminação mais baixa pode ser relaxante.
Tome café com os amigos
Há estudos que afirmam que uma dose de cafeína, desde que tomada em grupo, diminui o níveis de estresse. Porém, tomar café sozinho pode ser responsável pelo aumento da sensação ruim em algumas pessoas.
Faça treinos curtos
Uma pesquisa constatou que exercícios de alta intensidade e curta duração. Então, para ficar menos estressada, corra 20 minutos na esteira ao invés de praticar uma hora de ioga.
Beije e abrace
Psicólogos descobriram que uma pequena dose de contato físico diário é capaz de controlar os níveis da pressão arterial e fazer você se sentir mais calmo.

FONTE: http://saude.terra.com.br/bem-estar/descubra-9-maneiras-para-se-sentir-menos-estressado,744aa42112b49310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Reduzindo enxaqueca com massagem




Um grupo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) tem obtido evidências positivas com uma nova técnica que promete amenizar as dores da cefaleia, ou enxaqueca, por meio de massagens em pontos estratégicos do corpo. O foco do estudo são mulheres com restrições para tomar remédios, como gestantes.
Trabalhos de respiração e de circulação sanguínea na região do pescoço já se mostram eficientes na redução de sintomas como náuseas e rigidez muscular, segundo a coordenadora do projeto, Débora Bevilaqua Grossi, que dirige os testes a voluntárias de 18 a 55 anos dentro do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas (CER-HC).
Alguns medicamentos são ministrados, de acordo com a pesquisadora, como forma de ajudar as respostas do organismo. “As pacientes precisam tomar remédio, porque o tratamento multidisciplinar é mais efetivo do que uma abordagem única”, afirmou Débora, ressaltando que o estudo ainda não foi concluído.
Depois de serem avaliadas, as pacientes são submetidas a um tratamento com duração de oito semanas, processo em que a pessoa vai aliviar as tensões musculares principalmente em volta do pescoço. “A fisioterapia não vai curar a enxaqueca, mas quer diminuir as sensações dolorosas que podem aumentar a dor de cabeça que elas sentem”, disse Débora.
Cada sessão dura em média 40 minutos e é prescrevida duas vezes por semana. O trabalho inclui 15 minutos de respiração, cinco minutos de liberação mio facial – uma massagem suave sobre a pele -, seguida de dez minutos da chamada “massagem clássica”, na região cervical e no músculo temporal – na lateral dos olhos.
Outros cinco minutos são dedicados à técnica denominada “digito compressão”, em que a fisioterapeuta pressiona o dedo sobre o ponto que mais concentra dor até que a paciente se sinta aliviada. Por fim, a pessoa em tratamento é convidada a fazer alongamento.
Abandono dos remédios
A fisioterapeuta Maria Cláudia Gonçalves, que executa a massagem em caráter experimental, observa nas pacientes os primeiros resultados positivos a partir da segunda semana de tratamento.
Respostas do organismo que gradativamente evoluem de modo que quem sofra de cefaleia chegue a dispensar a ingestão de remédios que tomaria normalmente se não estivesse fazendo a terapia.
Além disso, as ocorrências de enxaqueca têm diminuído de três para um dia por semana, segundo Maria Cláudia. “O tratamento reduziu a frequência, a intensidade e a duração da dor”, disse Maria Cláudia.
Fonte: http://fisioterapia.com
Um grupo de pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) tem obtido evidências positivas com uma nova técnica que promete amenizar as dores da cefaleia, ou enxaqueca, por meio de massagens em pontos estratégicos do corpo. O foco do estudo são mulheres com restrições para tomar remédios, como gestantes.
Trabalhos de respiração e de circulação sanguínea na região do pescoço já se mostram eficientes na redução de sintomas como náuseas e rigidez muscular, segundo a coordenadora do projeto, Débora Bevilaqua Grossi, que dirige os testes a voluntárias de 18 a 55 anos dentro do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas (CER-HC).
Alguns medicamentos são ministrados, de acordo com a pesquisadora, como forma de ajudar as respostas do organismo. “As pacientes precisam tomar remédio, porque o tratamento multidisciplinar é mais efetivo do que uma abordagem única”, afirmou Débora, ressaltando que o estudo ainda não foi concluído.
Depois de serem avaliadas, as pacientes são submetidas a um tratamento com duração de oito semanas, processo em que a pessoa vai aliviar as tensões musculares principalmente em volta do pescoço. “A fisioterapia não vai curar a enxaqueca, mas quer diminuir as sensações dolorosas que podem aumentar a dor de cabeça que elas sentem”, disse Débora.
Cada sessão dura em média 40 minutos e é prescrevida duas vezes por semana. O trabalho inclui 15 minutos de respiração, cinco minutos de liberação mio facial – uma massagem suave sobre a pele -, seguida de dez minutos da chamada “massagem clássica”, na região cervical e no músculo temporal – na lateral dos olhos.
Outros cinco minutos são dedicados à técnica denominada “digito compressão”, em que a fisioterapeuta pressiona o dedo sobre o ponto que mais concentra dor até que a paciente se sinta aliviada. Por fim, a pessoa em tratamento é convidada a fazer alongamento.
Abandono dos remédios
A fisioterapeuta Maria Cláudia Gonçalves, que executa a massagem em caráter experimental, observa nas pacientes os primeiros resultados positivos a partir da segunda semana de tratamento.
Respostas do organismo que gradativamente evoluem de modo que quem sofra de cefaleia chegue a dispensar a ingestão de remédios que tomaria normalmente se não estivesse fazendo a terapia.
Além disso, as ocorrências de enxaqueca têm diminuído de três para um dia por semana, segundo Maria Cláudia. “O tratamento reduziu a frequência, a intensidade e a duração da dor”, disse Maria Cláudia.
Fonte: fisioterapia.com

Medo


O fundamental é compreender que as fobias são problemas de saúde como quaisquer outros, para os quais existem tratamentos eficazes, capazes de fazer com que o paciente volte a ter uma vida sem limitações.
* Márcio Bernik é psiquiatra, doutor em Medicina pela FMUSP, coordenador do Ambulatório de Ansiedade da instituição (Ambam) e professor assistente do Departamento de Psiquiatria da FMUSP; Fábio Corregiari é psiquiatra e doutorando do Departamento de Psiquiatria da FMUSP.
Contato: marcio.bernik@uol.com.br
Para saber mais:
http://www.amban.org.br

"O fundamental é compreender que as fobias são problemas de saúde como quaisquer outros, para os quais existem tratamentos eficazes, capazes de fazer com que o paciente volte a ter uma vida sem limitações." Márcio Bernik

O medo é um estado emocional universal, uma sensação que todos conhecem. Quem nunca sentiu algum desconforto na presença de uma cobra ou aranha, ou um frio na barriga quando o avião levanta vôo? Alguns medos são muito comuns na população e estão relacionados à nossa história (dos seres humanos) como mamíferos, ou seja, fazem parte de nossa evolução. Sua função é nos proteger da destruição, desde os tempos imemoriais. Alguns exemplos são o medo de trovões e tempestades, do escuro, de insetos, de animais, de pessoas estranhas e de doenças. O homem, como todos os animais sociais, protege seu nicho com a mesma energia com que zela por sua integridade física.
Como em outras situações biológicas, mesmo algo natural e que nos protege, neste caso o medo, em excesso causa sofrimento e nos prejudica, tornando-se uma fobia ou, como chamam os médicos, um transtorno fóbico-ansioso. Fobias são medos persistentes, excessivos e incontroláveis, direcionados a um objeto ou uma situação.
Características
Para que o medo seja considerado uma fobia, três características são necessárias. Em primeiro lugar, o contato com o objeto temido, ou mesmo a mera antecipação da possibilidade de contato, deve desencadear reações intensas de ansiedade. O coração dispara, e a pessoa , treme e respira de maneira acelerada. Costuma-se também sentir falta de ar, enjôo, ondas de frio ou calor, formigamentos nas mãos ou pés e dor ou aperto no peito. Ao mesmo tempo, o indivíduo pode ter um impulso de sair o mais rápido possível da situação ou sentir-se “congelado”, sem reação, ou ainda começar a chorar e a gritar.
O segundo aspecto típico da fobia é que a situação temida passa a ser evitada a todo custo ou o contato com o estímulo fóbico é suportado com sofrimento intenso. A pessoa evita qualquer situação em que haja a possibilidade de contato com o objeto temido, o que pode significar grandes limitações na sua vida.
A terceira característica – e esta é a diferença fundamental em relação aos “medos normais” – é que, nas fobias, o temor interfere significativamente na rotina, no trabalho e nos relacionamentos pessoais, causando sofrimento ou prejuízo funcional. Assim, diferentemente dos outros receios, elas são incapacitantes e não-adaptativas, ou seja, o indivíduo não consegue se adequar à situação.
As fobias classificam-se em agorafobia, fobia social e fobias específicas. A agorafobia é o medo de freqüentar locais públicos ou lugares em que a saída possa ser difícil ou constrangedora. Pacientes com esse tipo de fobia costumam se sentir mal se ficarem sozinhos em lojas cheias, túneis, pontes, elevadores, ônibus, metrô etc.
Agorafobia e fobia social
Na maioria das vezes, a agorafobia está associada ao transtorno de pânico. Nesse caso, a crise é geralmente causada pelo medo de sofrer ataques de pânico nessas situações, em que a fuga ou o socorro são dificultados.. Crises de pânico são episódios de medo intenso, acompanhados de sintomas físicos como coração acelerado, falta de ar, tremedeira e formigamentos.
Na fobia social, o indivíduo tem um medo excessivo de ser avaliado ou de ser o foco da atenção dos outros. A pessoa receia ser julgada negativamente ou que os outros pensem que ela é incompetente ou estranha. Entre as situações comumente temidas estão falar ou comer em público e escrever sob a observação de outros. Alguns pacientes receiam todo tipo de interação social.
É importante, entretanto, diferenciar a fobia social da timidez. No segundo caso, existe a ansiedade normal, que muitas vezes até contribui para um bom desempenho em situações sociais. Já na fobia social, essa ansiedade é excessiva e persistente. Eventos sociais são evitados ou suportados apenas com sofrimento intenso, com conseqüente prejuízo do desempenho funcional e no relacionamento com os outros. Muitas vezes, o medo e a ansiedade já começam dias antes do acontecimento, com a mera expectativa de entrar em contato com a situação temida.
Fobias específicas
As fobias específicas são o transtorno psiquiátrico mais comum na população, especialmente em crianças. Trata-se de um medo de determinado objeto ou situação específica. As mais comuns estão relacionadas a animais, tempestades, altura e doenças, mas elas também podem estar direcionadas a eventos como andar de avião ou em elevadores, ver sangue ou ferimentos, engasgar e vomitar, entre outras. Vale ressaltar que não é o tipo de medo que determina uma fobia, mas se ele chega ao ponto de interferir com a vida da pessoa ou causar sofrimento intenso.
Tratamento
Pouco mais de uma em cada dez pessoas desenvolve uma fobia em algum momento da vida, mas poucas procuram cuidados médicos. Reconhecer o problema é o primeiro passo para a melhora. As fobias precisam ser encaradas como qualquer outra doença, não há motivo para se ter vergonha. É muito comum que o indivíduo considere seu medo como excessivo ou irracional, e esta percepção muitas vezes retarda a busca por auxílio. Porém, essa demora só prolonga o sofrimento. Uma vez que a fobia esteja realmente estabelecida, dificilmente será controlada sem um tratamento adequado. Outra conseqüência negativa é que o paciente se desgasta tentando esconder seu problema, em vez de se esforçar para enfrentá-lo.
O tratamento da agorafobia e da fobia social freqüentemente exige o uso de medicações. As mais usadas são determinados tipos de antidepressivos. Entretanto, é importante que o paciente mude seu estilo de vida, o que significa adotar uma nova postura frente à doença. É necessário que ele deixe de evitar o objeto temido, passando progressivamente a enfrentá-lo.
A principal técnica que a psicoterapia cognitivo-comportamental propõe para o tratamento das fobias é uma forma organizada e progressiva de confronto com os medos, chamada de terapia de exposição. Nela, o paciente defronta-se com as situações temidas, começando por aquelas que geram menos medo e progredindo para as mais difíceis. Pode-se utilizar técnicas de relaxamento para ajudar a controlar a ansiedade, além de mudanças nos padrões de pensamento.
O fundamental é compreender que as fobias são problemas de saúde como quaisquer outros, para os quais existem tratamentos eficazes, capazes de fazer com que o paciente volte a ter uma vida sem limitações.
* Márcio Bernik é psiquiatra, doutor em Medicina pela FMUSP, coordenador do Ambulatório de Ansiedade da instituição (Ambam) e professor assistente do Departamento de Psiquiatria da FMUSP; Fábio Corregiari é psiquiatra e doutorando do Departamento de Psiquiatria da FMUSP.

FONTE: BLOG DA FISIOTERAPIA

terça-feira, 10 de julho de 2012

6 traços de personalidade associados à longevidade


Todas as pessoas sabem que certos comportamentos saudáveis ​​podem ajudar a ampliar a expectativa de vida. Exercícios físicos regulares, boa alimentação e pequenos hábitos cotidianos, como cozinhar, por exemplo, devem fazer parte do dia a dia das pessoas.
Mas será que sua personalidade também pode afetar em quantos aniversários mais você vai comemorar? Uma pesquisa avaliou o papel que nossas perspectivas personalidade podem desempenhar na expectativa de vida. É importante lembrar que muitos fatores, que vão da genética ao estilo de vida, trabalham em conjunto para determinar quantos anos as pessoas podem viver. Mesmo assim, pesquisadores descobriram que seis traços de personalidade são mais comuns em pessoas que vivem mais tempo e o Huffington Post publicou. Veja quais são elas.
Consciência
No livro The Longevity Project, os autores Howard S. Friedman e Leslie R. Martin identificaram uma associação entre ser consciente e ter uma vida mais longa. Por que as pessoas mais prudentes tendem a viver mais? Segundo os autores, esse grupo consegue cuidar de sua saúde, evitar riscos e desenvolver relacionamentos mais saudáveis​​, seja no campo amoroso, das amizades ou profissional. Os pesquisadores também apontaram que algumas pessoas parecem ter uma predisposição biológica para uma personalidade mais "cuidadosa". "Parece que as pessoas mais ou menos conscientes têm diferentes níveis de certas substâncias químicas no cérebro, incluindo a serotonina", afirmaram.
Facilidade para sorrir
Em um estudo publicado em maio pela revista Aging, pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine e da Yeshiva University apontaram vários traços de personalidade ligados à uma vida mais longa. Dar risada frequentemente ganhou destaque. Aqueles que refletem uma atitude positiva perante a vida tendem a viver mais tempo.
Socialmente Conectados
Um estudo de 2010, publicado na revista PLoS Medicine, descobriu que fortes relações sociais podem aumentar chances de sobrevivência em 50%. Essa interação constante não é apenas benéfica psicologicamente, mas também diretamente para a saúde física.
Otimismo
O otimismo pode aumentar a expectativa de vida. Em uma pesquisa, 243 centenários foram avaliados e a maioria era otimista e descontraída. Algumas evidências indicam que a personalidade pode mudar entre os 70 e 100 anos e, por isso, não necessariamente esses centenários tiveram esse traço de personalidade durante toda a vida.
Felicidade
Um estudo publicado no ano passado pela revista Proceedings, da National Academy of Sciences, concluiu que pessoas mais velhas que relataram ser felizes diminuem 35% o risco de morrer em cinco anos. Os pesquisadores avaliaram mais de 3 mil pessoas, monitorando a sua felicidade durante todo o dia e, depois de cinco anos, checou quantas pessoas morreram. "Eu estava um pouco surpreso com como o efeito felicidade era tão forte, mesmo entre pessoas que tinham doenças crônicas", disse o autor do estudo, Andrew Steptoe.
Personalidade extrovertida
Um estudo de 2009, publicado pelo Journal of the American Geriatrics Society, concluiu que a extroversão pode conferir benefícios à saúde. "As pessoas que têm baixos índices de neuroticismo são capazes de administrar ou regular situações estressantes de forma mais eficaz do que aquelas com níveis mais elevados de neuroticismo. Da mesma forma, os níveis elevados de extroversão têm sido associados com o estabelecimento de amizades e com a capacidade de cuidar de si mesmo", disse o autor do estudo, Thomas Perl.