Fisiolice - Consultório de Fisioterapia

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Analgésicos podem provocar dor de cabeça, em vez de curá-la


Quase 1 milhão de pessoas na Grã-Bretanha sofrem intensas dores de cabeça "completamente evitáveis", causadas pela ingestão de analgésicos em excesso, informam médicos do Instituto Nacional de Excelência Clínica e de Saúde (Nice, na sigla em inglês).
De acordo com as orientações da organização, muitas pessoas encontram-se em estado de dependência, após cederem a um "ciclo vicioso" de alívio da dor, o que acaba causando ainda mais dores de cabeça.
"Pessoas que ingerem medicamentos regularmente, como aspirina, paracetamol e triptan, podem estar causando mais dor do que alívio a si mesmos", diz documento elaborado pelo painel. "Enquanto tratamentos de farmácia são eficientes para aliviar dores de cabeça ocasionais, acredita-se que 1 em cada 50 pessoas sofra dores causadas pelo excesso de medicação, e a incidência é cinco vezes maior entre as mulheres."
Não há dados específicos na Grã-Bretanha sobre a incidência do problema, mas estudos em outros países sugerem que entre 1% e 2% da população é afetada por dores de cabeça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) cita estatísticas que apontam que, em alguns grupos pesquisados, a incidência chega a 5% da população.
Para Martin Underwood, da Escola de Medicina de Warwick, que liderou a pesquisa do Nice, "(a ingestão de analgésicos) pode acabar em um ciclo vicioso no qual a dor de cabeça fica cada vez pior, então você toma mais analgésicos, sua dor de cabeça fica pior, e pior e pior. E é uma coisa tão fácil de prevenir".
As novas orientações para os médicos na Inglaterra e no País de Gales são: alertar os pacientes para que suspendam imediatamente o uso dos analgésicos. Entretanto, isso pode levar a aproximadamente um mês de agonia, até que os sintomas eventualmente melhorem.
Os especialistas disseram ainda que devem ser considerados outras opções de tratamentos profiláticos e preventivos - em alguns casos, por exemplo, recomenda-se a acupuntura.

 Foto: Getty Images
De acordo com as orientações da organização, muitas pessoas encontram-se em estado de dependência
Efeito
A forma como os analgésicos atuam no cérebro não é totalmente compreendida pelos médicos.
Acredita-se que a maior parte das pessoas afetadas tenha começado a ter dores de cabeça comuns diárias ou enxaquecas; o problema foi se agravando à medida que essas pessoas passaram a recorrer à automedicação frequente.
Manjit Matharu, neurologista consultor do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia, disse que, em geral, a automedicação se torna um problema sério quando os pacientes começam a ingerir analgésicos por dez a 15 dias todo mês.
"Isso é um grande problema para a população. O número de pessoas com excesso de uso de remédios para dor de cabeça já é de um a cada 50. Isso representa aproximadamente 1 milhão de pessoas que têm dor de cabeça diariamente ou quase diariamente devido ao uso de analgésicos", diz Matharu.
As pessoas com um histórico familiar de dores de cabeça tensionais ou enxaqueca também podem ter uma vulnerabilidade genética ao excesso de medicação para dor de cabeça. Elas podem ser mais suscetíveis aos anlagésicos, mesmo que estes não sejam específicos para dor de cabeça.
'Diagnóstico mais preciso'
O Nice sugere que os médicos recomendem acupuntura para pacientes suscetíveis a enxaquecas e dores de cabeça tensionais.
"Podemos esperar que isso leve mais pessoas a procurarem acupuntura. Levando em conta que há evidências de que a prática é eficaz para a prevenção de enxaquecas e dores de cabeça tensionais, isso é algo positivo", diz Martin Underwood.
A chefe da Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, disse que as orientações deverão ajudar o trabalho dos médicos.
"As medidas vão colaborar para um diagnóstico mais preciso, recomendações apropriadas e informações baseadas em evidências para aqueles com dores de cabeça perturbadoras. Também vão conscientizar sobre os excessos de automedicação, que podem ser um problema sério para aqueles com dores de cabeça graves."
Fayyaz Ahmed, director da Associação Britânica para o Estudo de Enxaqueca, também vê as orientações com bons olhos.
"A dor de cabeça é a doença mais frequente, e uma em cada sete pessoas na Grã-Bretanha sofre de enxaqueca. O problema coloca um peso enorme sobre os recursos do sistema de saúde e a economia de forma geral", avalia.
No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

Fonte: Terra

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Automedicação: Risco e uso racional de medicamentos para o tratamento da dor



Automedicação: Risco e uso racional de medicamentos para o tratamento da dor
A automedicação, uma prática muito comum no Brasil, traz riscos à saúde, quando realizada indiscriminadamente, e pode aumentar a possibilidade de surgirem efeitos colaterais indesejáveis. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fiocruz, no Brasil, os medicamentos são o principal agente de intoxicação humana, com mais de 34 mil ocorrências por ano, entre elas 966 são causadas por automedicação.
O uso indiscriminado de medicamentos pode, por exemplo, anular sua eficácia ou potencializar seus efeitos adversos, além de mascarar sintomas ou agravar doenças. Já o uso racional, quando um medicamento é usado conforme as orientações dos médicos e da bula, resulta em tratamento eficaz e seguro no combate às doenças.
Para Rogério Teixeira da Silva, mestre e doutor em Ortopedia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em se tratando de dor, a prática da automedicação – bastante significativa entre os pacientes ortopédicos, por exemplo – deveria ser levada mais a sério, pois pode acarretar importantes problemas. “A automedicação leva à cronificação da dor. Isso significa que faz a dor aguda não tratada se tornar crônica. Leva à cronificação de lesões, como tendinites, piorando os resultados no tratamento, tanto clínico quanto cirúrgico, bem como favorece os efeitos adversos gastrointestinais, cardíacos e renais.”
O controle da dor é extremamente importante nessas circunstâncias. “Há estudos que indicam que a dor não controlada é a principal causa de reinternação e que tratar a dor melhora o resultado cirúrgico. “Nos casos de implantação de prótese no joelho, quando um paciente tem maior dor no pré-operatório significa que terá pior movimentação do joelho no pós-operatório, além de maior dor após a cirurgia, maior tempo de internação e de reabilitação, e um tratamento mais longo de fisioterapia”, diz Silva, que é também presidente do Comitê de Traumatologia Desportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT).
O exemplo da automedicação está também entre os praticantes amadores de corrida. O Questionário de Avaliação do Corredor Brasileiro (QUAC-Br), realizado pelo Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia, avaliou o perfil de 7.731 corredores brasileiros, de todas as faixas etárias, sendo 79,3% com idades entre 30-59 anos. O estudo aponta que 71,2% dos entrevistados já tinham tido alguma dor em decorrência da corrida e trataram-se sem procurar um médico. Entre eles, 30,6% afirmaram que tomaram anti-inflamatório por conta própria.
“Se levarmos em conta que o número estimado de corredores no Brasil seja de quatro milhões e que 21,8% se automedicam, teremos 872 mil pessoas colocando-se em risco devido a essa prática”, complementa o especialista.
Um dos caminhos para melhorar esse cenário é incentivar a discussão sobre a dor, que deve ser tratada com seriedade, entre médico e paciente. Contudo, de acordo com uma pesquisa da campanha Let`s Talk Pain (uma coligação americana que reúne organizações não governamentais e empresas ligadas ao tema), essa conversa não é vista de forma igual pelos médicos e pacientes. Ao redor de 60% dos pacientes disseram que foram abertos e honestos sobre a dor com seu médico. O mesmo estudo, entretanto, constatou que menos de 10% dos médicos consultados concordaram enfaticamente com o fato de que seus pacientes disseram a verdade sobre a sua dor.
Outro dado importante que o trabalho mostrou: embora a maioria dos médicos (cerca de 97%), acredite que existe tempo suficiente para debater a dor com os pacientes, menos da metade dos pacientes pesquisados (46%) teve a mesma opinião.
Outros caminhos sugeridos por Silva para reverter a situação são estimular a educação médica continuada em dor, normatizar as boas condutas e as práticas clínicas, e desenvolver estudos sobre o impacto da dor na qualidade de vida dos brasileiros. “Temos ainda de incentivar a realização de campanhas sobre os mecanismos da dor e as formas de tratamento, além de fomentar a participação da sociedade na questão. Também é preciso melhorar o controle sobre a venda de medicamentos, evitando que as receitas sejam trocadas no balcão da farmácia”, finaliza o médico.
Fonte: Fisioterapia Atual
A automedicação, uma prática muito comum no Brasil, traz riscos à saúde, quando realizada indiscriminadamente, e pode aumentar a possibilidade de surgirem efeitos colaterais indesejáveis. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fiocruz, no Brasil, os medicamentos são o principal agente de intoxicação humana, com mais de 34 mil ocorrências por ano, entre elas 966 são causadas por automedicação.
O uso indiscriminado de medicamentos pode, por exemplo, anular sua eficácia ou potencializar seus efeitos adversos, além de mascarar sintomas ou agravar doenças. Já o uso racional, quando um medicamento é usado conforme as orientações dos médicos e da bula, resulta em tratamento eficaz e seguro no combate às doenças.
Para Rogério Teixeira da Silva, mestre e doutor em Ortopedia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em se tratando de dor, a prática da automedicação – bastante significativa entre os pacientes ortopédicos, por exemplo – deveria ser levada mais a sério, pois pode acarretar importantes problemas. “A automedicação leva à cronificação da dor. Isso significa que faz a dor aguda não tratada se tornar crônica. Leva à cronificação de lesões, como tendinites, piorando os resultados no tratamento, tanto clínico quanto cirúrgico, bem como favorece os efeitos adversos gastrointestinais, cardíacos e renais.”
O controle da dor é extremamente importante nessas circunstâncias. “Há estudos que indicam que a dor não controlada é a principal causa de reinternação e que tratar a dor melhora o resultado cirúrgico. “Nos casos de implantação de prótese no joelho, quando um paciente tem maior dor no pré-operatório significa que terá pior movimentação do joelho no pós-operatório, além de maior dor após a cirurgia, maior tempo de internação e de reabilitação, e um tratamento mais longo de fisioterapia”, diz Silva, que é também presidente do Comitê de Traumatologia Desportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT).
O exemplo da automedicação está também entre os praticantes amadores de corrida. O Questionário de Avaliação do Corredor Brasileiro (QUAC-Br), realizado pelo Núcleo de Estudos em Esportes e Ortopedia, avaliou o perfil de 7.731 corredores brasileiros, de todas as faixas etárias, sendo 79,3% com idades entre 30-59 anos. O estudo aponta que 71,2% dos entrevistados já tinham tido alguma dor em decorrência da corrida e trataram-se sem procurar um médico. Entre eles, 30,6% afirmaram que tomaram anti-inflamatório por conta própria.
“Se levarmos em conta que o número estimado de corredores no Brasil seja de quatro milhões e que 21,8% se automedicam, teremos 872 mil pessoas colocando-se em risco devido a essa prática”, complementa o especialista.
Um dos caminhos para melhorar esse cenário é incentivar a discussão sobre a dor, que deve ser tratada com seriedade, entre médico e paciente. Contudo, de acordo com uma pesquisa da campanha Let`s Talk Pain (uma coligação americana que reúne organizações não governamentais e empresas ligadas ao tema), essa conversa não é vista de forma igual pelos médicos e pacientes. Ao redor de 60% dos pacientes disseram que foram abertos e honestos sobre a dor com seu médico. O mesmo estudo, entretanto, constatou que menos de 10% dos médicos consultados concordaram enfaticamente com o fato de que seus pacientes disseram a verdade sobre a sua dor.
Outro dado importante que o trabalho mostrou: embora a maioria dos médicos (cerca de 97%), acredite que existe tempo suficiente para debater a dor com os pacientes, menos da metade dos pacientes pesquisados (46%) teve a mesma opinião.
Outros caminhos sugeridos por Silva para reverter a situação são estimular a educação médica continuada em dor, normatizar as boas condutas e as práticas clínicas, e desenvolver estudos sobre o impacto da dor na qualidade de vida dos brasileiros. “Temos ainda de incentivar a realização de campanhas sobre os mecanismos da dor e as formas de tratamento, além de fomentar a participação da sociedade na questão. Também é preciso melhorar o controle sobre a venda de medicamentos, evitando que as receitas sejam trocadas no balcão da farmácia”, finaliza o médico.
Fonte: Fisioterapia Atual

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dor de cabeça ao acordar pode ser bruxismo


 Foto:

Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).
Como saber se tenho bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.
 
Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.
 
Como o bruxismo é tratado?
O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:
 
- O uso de um dispositivo quando dormir. Feito sob encomenda pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
 
- Encontrar meios de relaxamento a tensão cotidiana, que parece ser uma das causas principais do bruxismo. E não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia que o auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
 
- Reduzir a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma mordida anormal, na qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigida com restaurações, coroas ou ortodontia.

- Técnicas fisioterapêuticas e de consciência corporal também podem ajudar; 

Fonte: Terra

Usar o notebook por mais de quatro horas por dia traz riscos de dores e lesões - Fique atento


Um estudo publicado em fevereiro na revista "Ergonomics" por pesquisadores da Boston University Sargent College, nos EUA, mostrou que usar o notebook por mais de quatro horas por dia já traz riscos de dores e lesões.

"O ideal seria usar es
se tipo de computador só para emergências e viagens", diz Raquel Casarotto, professora de fisioterapia da Faculdade de Medicina da USP.

A pesquisa também avaliou o impacto do uso de cadeiras adequadas, suporte e teclado sem fio na redução de dores de 88 universitários durante três meses. O grupo que usou os acessórios apresentou menos problemas.

Como o monitor do notebook é fixo, não dá para deixá-lo na altura ideal sem a ajuda dos acessórios. No improviso, o usuário força o pescoço para baixo, tensionando ombros e coluna.

Os punhos também ficam mais tensos, porque é mais difícil apoiá-los no laptop. A posição errada altera a circulação sanguínea e afeta a nutrição dos tecidos, o que pode causar inflamações.

O ideal é acoplar um teclado ao aparelho, para melhorar a posição das mãos, e usar um suporte para elevar a tela à altura dos olhos.

A altura das teclas deve permitir que os ombros fiquem relaxados _por isso, o notebook não deve ser usado no colo, na cama ou em mesas altas, como as de jantar.

Quanto menor o aparelho, maiores são os riscos. Teclas pequenas obrigam o usuário a adotar uma postura restrita, comprimindo músculos e gerando tensão em todo o corpo.

"Um amigo se encantou com um notebook superpequeno, do Japão. Em três semanas de uso, desenvolveu uma inflamação dos tendões do cotovelo", diz Casarotto.

Atenção também aos tablets, que devem ficar apoiados em mesas. Segurá-los causa dores nos punhos e nos dedos. Mesmo na mesa, o pescoço fica curvado para baixo, piorando a postura.

"Ler no tablet não traz riscos, também não é proibido digitar rapidamente. Mas usá-lo sempre para navegação trará problemas, porque o aparelho precisaria ser colocado na vertical, o que é inviável", diz Casarotto.

Por Julliane Silveira
Fonte: Folha.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Quando se preocupar com a sua memória?



A idade traz experiência mas também leva consigo algumas características da juventude. A partir dos 20 e poucos anos, a facilidade de memorização de informações novas, de visualização espacial e a rapidez de raciocínio decaem, as respostas ficam cada vez mais lentas e, segundo o neurocientista brasileiro Iván Izquierdo, a partir dos 40 anos começa a decair também a persistência da memória -ou seja, a capacidade de lembrar daqui a dois dias do nome do filme que você assistiu hoje na televisão.
A única capacidade que parece declinar constantemente a partir da idade adulta, no entanto, é a rapidez de resposta.
Memória, raciocínio e visualização espacial declinam depois da adolescência, mas lá pelos 35 anos estacionam e ali permanecem até pelo menos os 60 anos.
O mais importante, contudo, é que ficar cada vez mais lento dos 20 e poucos até os 60 anos não significa ficar lento demais para funcionar; da mesma forma, já não ter a memória tão boa quanto ela foi no passado é muito diferente de não ter memória nenhuma.
Além do mais, tudo o que diz respeito à habilidade de lidar com informações adquiridas, inclusive expressando-as em palavras, melhora com a idade.
A “experiência”, eufemismo comum (e correto!) para o envelhecimento, tem vantagens.
A redução da capacidade de memorização e o aumento do esquecimento podem ser, portanto, considerados normais.
Mas até que ponto? Quando chega a hora de se preocupar com o declínio da memória?
Uma boa regra geral é: quando ele passa a perturbar a sua vida. Não lembrar o nome do filme de dois dias atrás é inócuo; esquecer sistematicamente compromissos, o número do seu telefone ou o seu endereço não é. Perdas súbitas de memória também valem uma visita ao neurologista.
Passar os dias achando que sua memória está desaparecendo também conta como “perturbar sua vida”, e vale a ida ao neurologista para tirar a dúvida -porque a própria preocupação com a memória pode perturbá-la: hoje se sabe que o estresse crônico é um grande inimigo do cérebro e da capacidade de memorização. Além do mais, várias vezes o “problema de memória” é, na verdade, falta de atenção…
Soa ruim saber que sua memória não será a mesma por muito tempo? Veja por outro lado: quem sabe que começa a envelhecer cerebralmente tão logo sai da adolescência pode começar imediatamente a se cuidar. Nada de esperar pela terceira idade para começar a fazer exercícios físicos e aprender coisas novas. A saúde da sua memória começa já!
O que afeta a memória
DEPRESSÃO
Além de o estado de apatia levar a um pior desempenho nas tarefas cognitivas, as alterações na atenção causadas pelo quadro depressivo fazem com que a pessoa não memorize bem informações recentes. As alterações nos neurotransmissores associadas à depressão teoricamente também podem interferir nos processos de memorização
ESTRESSE
Quando o estresse emocional se prolonga por muito tempo, causa o bloqueio da produção de novos neurônios e facilita a degeneração dos existentes, afetando a memória. Já o estresse transitório tem repercussão limitada, mas reduz a capacidade de concentração nas tarefas que estão sendo realizadas. Ele também provoca a liberação de maiores quantidades de cortisol, que afeta áreas do hipocampo associadas à memória secundária
MEDICAMENTOS
Alguns medicamentos, como os ansiolíticos, interferem na memória. Se as dificuldades relacionadas a essa capacidade forem muito marcantes, o médico deve ser consultado e o remédio, substituído. Medicamentos que causam uma diminuição temporária de atenção (por exemplo, anti-histamínicos) podem dificultar a memorização, mas o efeito é passageiro
SONO
Os estímulos recebidos pelo cérebro ao longo do dia se fixam durante o sono, que forma novas associações de neurônios. Dormir menos do que o necessário ou ter pequenos despertares prejudica a memorização. Distúrbios do sono também levam a deficits de atenção nos períodos de vigília; sem atenção,novas informações não são absorvidas
DIETA
O cozimento de carnes leva à formação de aminas heterocíclicas, as quais criam ligações irreversíveis com o DNA. O resultado é a degeneração acelerada das células nervosas, que se manifesta mais em idades mais avançadas, devido aos efeitos cumulativos. Quanto mais alta a temperatura do fogo, maior o efeito deletério, por isso grelhados e frituras não devem ser consumidos com frequência
O que ajuda a memória
MEMORIZAÇÃO
É possível treinar a memória para melhorar o desempenho. Os exercícios vão desde criar associações para se lembrar de uma informação (por exemplo, ligar uma imagem ao nome de alguém) até ler um livro sublinhando as informações mais importantes e revisá-las mentalmente horas depois
MANTER-SE ATIVO
O trabalho intelectual estimula a produção de novos neurônios. No entanto, a repetição diária de cálculos complexos não é tão efetiva. É preciso que a pessoa sustente um aprendizado ou a aquisição de novas habilidades (tal como o estudo de uma nova língua), ou o envolvimento com atividades criativas
EXERCÍCIO FÍSICO
A atividade física contribui para o bom funcionamento do sistema circulatório, favorecendo o fluxo de sangue e a oxigenação do cérebro. Estudos apontam que o exercício também promove novas associações neuronais, ajudando na preservação das funções cognitivas. Indiretamente, é benéfico por ajudar a controlar doenças (como as cardiovasculares) que são fatores de risco para distúrbios neurocerebrais
SAÚDE VASCULAR
Já foi dito que o que faz bem ao coração beneficia também a mente. É verdade. Estudos recentes mostram que o colesterol elevado na meia-idade aumenta o risco de Alzheimer na velhice. O desempenho das funções cerebrais está diretamente associado ao fluxo sanguíneo nessa região. Controlar o colesterol, que “entope” os vasos com gordura, e a pressão arterial ajuda a preservar as funções da memória e as cognitivas em geral
DIETA
A dieta rica em ômega-3, encontrado principalmente em peixes de águas geladas, fornece matéria-prima para a produção de novos neurônios. Além disso, o cozimento do pescado forma quantidades muito mais baixas de aminas heterocíclicas (substâncias que degeneram as células nervosas) do que o de outras carnes
SAÚDE VASCULAR
Já foi dito que o que faz bem ao coração beneficia também a mente. É verdade. Estudos recentes mostram que o colesterol elevado na meia-idade aumenta o risco de Alzheimer na velhice. O desempenho das funções cerebrais está diretamente associado ao fluxo sanguíneo nessa região. Controlar o colesterol, que “entope” os vasos com gordura, e a pressão arterial ajuda a preservar as funções da memória e as cognitivas em geral
LAZER CRIATIVO
Atividades de lazer que envolvem habilidades motoras (como artesanato) ou aspectos intelectuais (como ler livros ou ir ao cinema) levam à criação de novas ligações entre os neurônios. Isso cria novos “atalhos” no cérebro para as informações serem armazenadas e lembradas posteriormente. A aquisição de novos conhecimentos e habilidades aumenta a reserva cognitiva do cérebro.



Fonte: Fisioterapia Atual

Acupuntura pode melhorar a enxaqueca em 94% dos casos



Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, cerca de 15% da população brasileira sofre de enxaqueca. A acupuntura é um tratamento que pode ajudar a melhorar a doença. De acordo com um estudo publicado pelo Lia Oning Journal of Traditional Chinese Medicine, 94% das pessoas que sofriam de enxaqueca tiveram melhora com o tratamento de acupuntura. “A técnica eleva a serotonina e libera endorfinas, provocando uma sensação de bem estar e relaxamento e aliviando a dor”, explica a Dra. Alessandra Bannwart, fisioterapeuta da Clínica Contato.
A duração da dor provocada pela enxaqueca pode variar de horas a dias, e ser sentida em diferentes locais da cabeça, como face, nuca e dentes. Essas dores podem ser acompanhadas de enjôos, vômitos, azia, falta de apetite, olhos vermelhos, lacrimejamento, alergias respiratórias, humor alterado, disfunção intestinal, tonturas, formigamentos, sudorese excessiva e dores no peito que se confundem com a síndrome do pânico. “Algumas pessoas possuem uma dor tão intensa que precisam ficar isoladas no escuro e no silêncio”, diz a fisioterapeuta.
A doença pode ser causada por alterações na coluna cervical como má postura, artrose e outras que comprimem os nervos presentes na coluna e são irradiadas para a cabeça. “Más formações congênitas também podem afetar o cérebro e a hemodinâmica cerebral, diminuindo o suprimento sanguíneo para o cérebro, causando dores de cabeça ou enxaqueca”, esclarece a Dra. Alessandra Banwart. Alguns alimentos como queijos, frutas cítricas, banana, carne seca, feijão, pizza, chá, cafeína, chocolate, vinho tinto e cerveja também podem ajudar a desencadear a enxaqueca.
Para iniciar o tratamento com acupuntura é feita uma avaliação do paciente. “O tratamento é individual e depende de cada diagnóstico. São investigados aspectos relativos a alimentação, urina, sede, intestinos, estômago, fatores emocionais, entre outros”, afirma a especialista. As sessões de acupuntura são realizadas uma vez por semana. Porém, essa freqüência, assim como a duração do tratamento, dependem de cada paciente. “Em alguns casos, o tratamento é associado com profissionais de outras áreas da saúde. Quando a pessoa possui alterações de coluna, por exemplo, é orientada uma consulta com ortopedista para exames complementares. E, se necessário, em seguida é encaminhada a um trabalho de reabilitação ortopédica”, diz a Dra. Alessandra Bannwart.
                                           

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, cerca de 15% da população brasileira sofre de enxaqueca. A acupuntura é um tratamento que pode ajudar a melhorar a doença. De acordo com um estudo publicado pelo Lia Oning Journal of Traditional Chinese Medicine, 94% das pessoas que sofriam de enxaqueca tiveram melhora com o tratamento de acupuntura. “A técnica eleva a serotonina e libera endorfinas, provocando uma sensação de bem estar e relaxamento e aliviando a dor”, explica a Dra. Alessandra Bannwart, fisioterapeuta da Clínica Contato.
A duração da dor provocada pela enxaqueca pode variar de horas a dias, e ser sentida em diferentes locais da cabeça, como face, nuca e dentes. Essas dores podem ser acompanhadas de enjôos, vômitos, azia, falta de apetite, olhos vermelhos, lacrimejamento, alergias respiratórias, humor alterado, disfunção intestinal, tonturas, formigamentos, sudorese excessiva e dores no peito que se confundem com a síndrome do pânico. “Algumas pessoas possuem uma dor tão intensa que precisam ficar isoladas no escuro e no silêncio”, diz a fisioterapeuta.
A doença pode ser causada por alterações na coluna cervical como má postura, artrose e outras que comprimem os nervos presentes na coluna e são irradiadas para a cabeça. “Más formações congênitas também podem afetar o cérebro e a hemodinâmica cerebral, diminuindo o suprimento sanguíneo para o cérebro, causando dores de cabeça ou enxaqueca”, esclarece a Dra. Alessandra Banwart. Alguns alimentos como queijos, frutas cítricas, banana, carne seca, feijão, pizza, chá, cafeína, chocolate, vinho tinto e cerveja também podem ajudar a desencadear a enxaqueca.
Para iniciar o tratamento com acupuntura é feita uma avaliação do paciente. “O tratamento é individual e depende de cada diagnóstico. São investigados aspectos relativos a alimentação, urina, sede, intestinos, estômago, fatores emocionais, entre outros”, afirma a especialista. As sessões de acupuntura são realizadas uma vez por semana. Porém, essa freqüência, assim como a duração do tratamento, dependem de cada paciente. “Em alguns casos, o tratamento é associado com profissionais de outras áreas da saúde. Quando a pessoa possui alterações de coluna, por exemplo, é orientada uma consulta com ortopedista para exames complementares. E, se necessário, em seguida é encaminhada a um trabalho de reabilitação ortopédica”, diz a Dra. Alessandra Bannwart.
Fonte: Portal da Fisioterapia

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Descubra 9 maneiras para se sentir menos estressado


Afastar o stress é essencial para que você consiga viver melhor Foto: Getty Images
Afastar o stress é essencial para que você consiga viver melhor

Não importa o quão incrível seja sua vida. Sempre há alguma coisa capaz de te deixar enfurecido. A Cosmopolitan selecionou nove maneiras de mandar pra longe o estresse e manter-se totalmente zen.  
Não mande mensagem, ligue
Um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison descobriu que o fato de ouvir a voz de alguém ao telefone pode reduzir os níveis de estresse e estimular a produção de hormônios oxitocina. Escrever uma mensagem certamente não tem o mesmo efeito.
Coma coisas cítricas
O psicólogo Dale Atkins, autor do livro Sanity Savers, recomenda adicionar um pouco de limão ou laranja em seu chá gelado.
Sorria (sério)
Um estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, diz que ao sorrir as pessoas estressadas tendem a relaxar seus músculos. Na pesquisa, as pessoas eram submetidas a tarefas que as deixavam irritadas. Então, os pesquisadores descobriram que os mais sorridentes tiveram menos problemas de coração e se sentiram menos exaustos diante da situação.
Tenha uma experiência incrível
Uma série de estudos da Universidade de Standford descobriu que passar por um momento ótimo, mesmo que rápido e simples como assistir ao pôr-do-sol, ajuda a pessoa a se sentir relaxada e feliz.
Não reclame
Se você está querendo desabafar sobre algo, escreva em seu diário. Especialistas consultados pela Cosmopolitan disseram que ser negativo é contagioso e isso pode mandar seu nível de estress lá pra cima.
Acenda o abajour
Uma pesquisa americana diz que luzes fortes podem causar estress, enquanto uma iluminação mais baixa pode ser relaxante.
Tome café com os amigos
Há estudos que afirmam que uma dose de cafeína, desde que tomada em grupo, diminui o níveis de estresse. Porém, tomar café sozinho pode ser responsável pelo aumento da sensação ruim em algumas pessoas.
Faça treinos curtos
Uma pesquisa constatou que exercícios de alta intensidade e curta duração. Então, para ficar menos estressada, corra 20 minutos na esteira ao invés de praticar uma hora de ioga.
Beije e abrace
Psicólogos descobriram que uma pequena dose de contato físico diário é capaz de controlar os níveis da pressão arterial e fazer você se sentir mais calmo.

FONTE: http://saude.terra.com.br/bem-estar/descubra-9-maneiras-para-se-sentir-menos-estressado,744aa42112b49310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html